Gosto muito de Radiohead, mas geralmente só ouço quando estou prestes a mudar qualquer coisa na minha vida. Esta música tem um efeito muito bom em mim. Faz com que tudo seja possível, porque geralmente é. Entre os livros e canetas espalhados pela mesa e o caminho para o portátil há espaço para um lusco-fuso de contemplação.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Publicada por Joana Carvalho à(s) segunda-feira, fevereiro 01, 2010 0 comentários
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
O medo
Devido aos últimos acontecimentos acho que um novo tema se impõe. O medo. O medo de sermos nós próprios, e o medo no geral.
Publicada por Joana Carvalho à(s) quarta-feira, janeiro 27, 2010 0 comentários
sábado, 16 de janeiro de 2010
Bem, acho que chega do tema sexo. Pelo menos por agora. E já deu muito que falar online e offline. E chamaram-me a atenção para um outro tema. O amor. E é disso que queremos agora falar. Paixão, amor, homossexualidade, heterossexualidade, bigamia, poligamia, amizade. etc.
Publicada por Joana Carvalho à(s) sábado, janeiro 16, 2010 6 comentários
sábado, 9 de janeiro de 2010
Sexo e afins
Estamos nós a falar de sexo e da sua importância relativa, mas apenas conseguimos ver os nossos pontos de vista. Que são muito semelhantes em alguns aspectos, mas totalmente opostos noutros. Então acho que era engraçado pegarmos nos meninos e meninas que nos lêem e ver quais são as dúvidas e pontos de vistas em relação a este bicharoco sem tabus nem puritanismos. Toca a comentar.
Publicada por Joana Carvalho à(s) sábado, janeiro 09, 2010 24 comentários
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
A cada quadro um remendo.
A cada noite um rasgão.
A tua boca arregaça-me os olhos e descose-me em palpitares descontrolados,
Os teus dedos bordam lençóis com gotas de suor e laivos de cetim vermelho.
Publicada por Joana Carvalho à(s) quarta-feira, dezembro 30, 2009 1 comentários
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
0..*
A saudade não é mais que uma vénia perdida na porta de um templo pagão à culpa.
A glória dos que nos deixam não é mais do que o ventre de pedra de um anel perdido.
O tempo que passou é a soma dos passos para longe dos ventos da tua voz dura.
E eterna é a constante expansão do espaço em cada molécula do teu suor.
Publicada por Joana Carvalho à(s) segunda-feira, dezembro 21, 2009 0 comentários
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Saber que o pecado é bom. Saber que para os Homens é tão doce. A noite vela as faces e a culpa e deixa tudo sob a sua forma primordial. Despir não basta, mas faz parte da jornada para um fim. As tuas mãos grandes, quentes e hábeis despem o corpo de roupa e controle e despertam as células há muito adormecidas e controladas. Resistir é inútil! Nada nos separa do animais. A razão está morta em nós, porque nós a matámos. O desejo é feroz e carnívoro. Quero comer-te ininterruptamente.
O calor proporciona as reacções e a fusão parece inevitável. Sendo que somos partículas de diferentes cargas aglomerámo-nos. Não existe ar entre nós... mas não chega. As tuas mãos que me varrem o corpo que entram em mim e saem de mim para o ar frio do Mundo. Ninguém compreende o que nos une. Tolos que não vão nunca acordar.
Todos os poros gritam... por favor...mais... Os meus lábios sentem a tua pele húmida e viva. E são tantos os cheiros. Álcool. Tabaco. Almíscar. O doce aroma de feromonas que acaba com a mais pudica menina. Mas não comigo. Nunca comigo. Não mais.
Leva-me para realidades alternativas. Leva-me... O que é que nos impede? EU! Mas quero-te todo em mim. E tu sabes. Tu sentes o meu corpo trémulo de desejo sob o teu. Beija-me! Quero sentir os teus lábios. Quero provar mais do que o que queres dar! Beija-me! Tudo o que quero neste momento é um beijo. Sentir os teus lábios pressionar os meus, abri-los lentamente e sentir a tua língua dançar na minha. Não podes resistir para sempre, tão pouco vais conseguir.
Resistir é para os fracos. Nós somos os bravos, vamos mais além. Desbravamos novos territórios. Eu sou o Brasil e estamos em 1500. Por favor sê Portugal. Abre em mim novos caminhos, novas rotas.
Não sejas carinhoso nem doce comigo. Por favor não! Prefiro o chão frio ou a parede dura à suavidade monótona dos lençóis. Mas tu sabes. Lês-me como a um livro ilustrado. Prende. Morde. Sente. Sou tua. Usa-me.
Ambos sabemos o que fazer. Parafraseando Pessoa, “é a hora”. Leva-me já para outros portos. A parede apoia-nos e abafa os gritos. A carne é fraca, mas não a tua. Sinto em mim toda a tua masculinidade, todo o teu poder. Estou subjugada a ti. Não pares! Prende-me as mãos, tenho medo de fugir. Guia-me pelas realidades paralelas de onde entramos e saímos continuamente. Somos entes contíguos em todas as realidades. Abafa-me os gemidos. Lá fora somos marginais.
Agora tudo é fim. Tudo são sombras das coisas. Só isto existe durante os segundos de um grito, de um rubro.
E como começa acaba. Lá fora alguém grita. Tocamos uma partitura de silêncios.
Publicada por Joana Carvalho à(s) terça-feira, dezembro 15, 2009 2 comentários